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28/12/2010 - Resumo das atividades de 2010.Clique aqui.
03/10/2010 - I Copa Integração de Taekwondo
No dia 18 de setembro foi realizada a I Copa Integração de Taekwondo, no Tijuca Tênis Clube, onde participaram alunos cegos e com baixa visão. O Taekwondo e a Diretoria de Taekwondo Adaptado agradecem ao Mestre Jorge Vital pelo convite, onde é importante a participação dos deficientes nas competições e o fomento do Taekwondo Adaptado para o Rio de Janeiro/Brasil.
Abaixo os alunos do Instituto Benjamin Constant e a colocação no evento:
Kyorugi:
Danilo Aurélio - 8º gub - (baixa visão) 1º Lugar
Vitor Viana - 8º gub - (baixa visão) 2º Lugar
Poomsae
Lorran Costa - 8º gub - (baixa visão) 1º Lugar
Akauã Auetê - 10º gub - (cego) 1º Lugar
Vitor Viana - 8º gub - (baixa visão) 1º Lugar


03/10/2010 - No dia 25 de setembro e 2010 o aluno Danilo Aurélio (8º gub), deficiente visual (baixa visão) do Instituto Benjamin Constant, participou do Circuito de Taekwondo MRTKD, no SESC Tijuca. Danilo conquistou o primeiro lugar no campeonato de poomsae executando o Taeguk Il Jang. Parabéns ao aluno pelo desempenho e colocação. A Diretoria de Taekwondo Adaptado agradece ao Mestre Marcos Roberto o convite, o qual possibilita a inclusão dos deficientes nas competições do Rio de Janeiro.
25/07/2010 - "O mestre que levou a prática do Taekwondo a deficientes visuais"
O que para uns é uma montanha intransponível, para outros é um desafio a ser vencido. Talvez, seja essa a melhor definição para o trabalho realizado pelo Mestre Roberto Cardia. Autor do livro Taekwondo, Arte Marcial e Cultura Coreana, o mestre realiza um esplêndido trabalho de Taekwondo para deficientes visuais. Muito atuante, além de lecionar Taekwondo para alunos cegos no Instituto Benjamim Constant, Roberto, trabalha com Medicina Tradicional Chinesa (acupuntura e afins), está se graduando na faculdade de História e é o criador da modalidade conhecida como Tao Chi Do.
Em entrevista ao site Fórum TKD Brasil, definiu-se como sendo: “um transformador que tem intenções de provocar mudanças significativas em nosso setor, representar nossa arte através de contribuições”. Em 32 anos de arte marciais, sendo 28 deles de dedicação ao Taekwondo, o mestre transformou e realizou contribuições que com certeza deixarão sua marca na categoria.
O interesse por artes marciais surgiu ainda na infância. Aos 8 anos de idade descobriu um pequeno livro de artes marcais em casa. E tentava fazer os movimentos que via nas ilustrações do livro junto com o irmão. E foi assim que descobriu a grande paixão de sua vida: “a partir dali eu já sabia o que eu queria”, declarou. Então, ingressou em uma escola de artes marciais, praticou Kung Fu e através de um conhecido foi apresentado ao Taekwondo: “gostei da técnica do Taekwondo porque era muito rápido e utilizava muitos chutes”, lembrou. Junto com um grupo de amigos ingressou numa academia para praticar a arte marcial: “só eu mesmo fiquei, o restante se afastou”.
Roberto treinou em algumas academias, até que começou a lecionar Taekwondo na faculdade Estácio de Sá: “minha aula enchia, 30, 40 alunos, bastante gente. E todo semestre a gente tinha alunos por lá”.
Segundo Roberto, ele sempre teve uma veia de pesquisador e sempre foi crítico a informações de sites de busca. Justamente pesquisando informações da cultura coreana e da arte marcial é que surgiu o livro Taekwondo, Arte Marcial e Cultura Coreana. Esse livro é resultado de nove anos de trabalho do mestre, que desfez o mito de que o Taekwondo é uma arte milenar: “essa história de Taekwondo de dois mil anos, isso não existe. Isso é mentira. Foi o general Choi Hong Hi quem criou e ele morreu há alguns anos atrás. Então não poderia ter dois mil anos nunca”.
Após sair da Estácio o mestre trabalhou em diversos projetos sociais como na Vila Olímpica da Mangueira e o Instituto Íris. Declarou que isso foi muito bom para sua didática: “consegui trabalhar com crianças, com mulheres, jovens, adultos e com toda camada social”.
O trabalho com deficientes visuais começou em 2002, por um desafio pessoal do mestre: “não foi porque pensava ah coitadinhos” , não. Foi por um motivo egoísta, mas um egoísmo bom. Eu queria melhorar minha didática”.
Roberto também explicou que o fato de os alunos serem deficientes visuais não os torna diferentes dos demais alunos: “a questão da cegueira não muda nada. Eles têm os limites deles, assim como nós temos os nossos. Não muda nada”.
O mestre é também o criador do Tao Chi Do, uma modalidade de luta marcial que ele definiu como sendo: “um sistema não ortodoxo”. O Tao Chi Do tem seus princípios baseados em técnicas de defesa e ataque, tendo como diferencial o conteúdo de teorias orientais e a autonomia do aluno em sala de aula. “É uma ruptura benéfica com o "mestre", uma variante obtusa de uma metodologia de ensino não ortodoxa e fora de nosso tempo. Também capacita o aluno trazer técnicas de outras modalidades para a aula, além de sugerir modificações e criações”, declarou o mestre ao Fórum TKD Brasil.Fonte: Jornal Folha do Centro número 166(julho 2010).
15/05/2010 - I Para-Estadual de Taekwondo
No dia 15 de maio ocorreu o primeiro evento de Taekwondo para-desportivo do Brasil.
Aconteceu na Vila Olímpica da Mangueira (RJ), em paralelo com a III Etapa do Campeonato Estadual. O evento contou com cerca de quatrocentas pessoas: atletas e familiares.
O evento de Taekwondo Adaptado, o qual insere os deficientes em nosso esporte, contou com quatorze participantes competindo em lutas e poomsaes: cego x cegos, baixa visão x baixa visão e amputados x amputados.
Uma das principais atrações foi a luta entre cegos, na qual Alessandro de Jesus venceu seu oponente Gilcimar Moreira, ambos do Instituto Benjamin Constant - IBC. Alessandro também competiu com Thiago Apulchro - um vidente -, representando a Irmãos Félix Taekwondo. Apulchro foi vendado e lutou novamente com o para-atleta, pois havia perdido o 5º Desafio Cegos X Videntes, e pela primeira vez Alessandro perdeu sua invictualidade neste modelo competitivo. A luta foi cerrada e com bastante trocas de chutes, terminando em 3 X 2. Uma outra luta de cegos, porém infantil, tocou o público que assistia, pois todos perceberam que ambos para-atletas representaram bem o seu papel na competição. Victor Hugo (IBC) e Acauã Aetê (IBC) exibiram chutes lentos - normal para idade -, bem colocados, além de buscarem o seu oponente.
A competição de poomsae também teve o seu momento, onde dois atletas com baixa visão receberam a colocação de primeiro lugar: Letícia Gomes (IBC) e Bruno Passos (IBC). Flávio Aires (Equipe Integração RJ), faixa vermelha ponta preta, obteve também o seu primeiro lugar no evento. Flávio tem hemiplegia do membro superior e inferior direito, porém a dificuldade dos movimentos não interferiram na sua atuação como para-atleta. Luan Santos e Izabella de Oliveira, ambos representantes da Associação Fitness Center, também receberam a primeira colocação. Luan tem amputamento parcial de membros superiores e Izabella apresenta dificuldade motora de membros inferiores.
O árbitro central, João Henrique Sobrinho - mestre e praticante desde a década de 70 -, ajudou na arbitragem, assim como os árbitros laterais Cláudio André, Rodrigo Rodrigues e José Bravim.
Segue abaixo a relação dos primeiros para-atletas do Brasil/Rio de Janeiro que oficialmente receberam as primeiras medalhas:


Luta - cegos:
1º Lugar: Alessandro de Jesus
2º Lugar: Gilcimar Moreira
Luta - cegos:
1º Lugar: Victor Hugo
2º Lugar: Acauã Aetê
Luta - baixa visão:
1º Lugar: Danilo Souza
2º Lugar: Vitor Viana
Luta - baixa visão
1º Lugar: Cleiton Cardoso
2º Lugar: Wallace Silva
Luta - amputados:
1º lugar: Luan Santos
Luta - dificuldade motora de membros inferiores
1º lugar: Izabella de Oliveira
Poomsae - baixa visão:
1º Lugar: Bruno Passos
Poomsae - baixa visão:
1º Lugar: Leticia Gomes
Poomsae - ampudados:
1º Lugar: Flávio Aires
Desafio Cegos X Videntes - 6º desafio:
1º lugar: Thiago Apulchro
2º lugar: Alessandro lago
11/05/2010 - No dia 11 de maio de 2010 os alunos do Instituto Benjamin Constant realizaram uma apresentação de Taekwondo no intervalo do "Futebol de cinco" para cegos (Brasil e Espanha).
09/05/2010 - No dia 15 de maio acontecerá o 1º evento para-desportivo no Brasil. A Federação de Taekwondo do Estado do Rio de Janeiro promoverá o Para-Estadual e o Open de Taekwondo Adaptado na Vila Olímpica da Mangueira. Aos professores interessados em inscrever os seus para-atletas, segue a ficha de inscrição e o ofício.Ficha de Inscrição e Ofício
10/03/2010 - Clique aqui http://www.youtube.com/watch?v=AH3RGcvExpg e veja a entrevista do Taekwondo Adaptado no Programa Jornal Visual, exibido no dia 19-20 de fevereiro.
02/03/2010 - Início das aulas de Taekwondo Adaptado no Instituto Benjamin Constant.
22/02/2010 - No dia 19 e 20 de fevereiro foi ao ar a entrevista sobre Taekwondo Adaptado.
"...especialistas em Taekwondo explicam um pouco mais sobre o esporte: o atleta sem deficiência e quatro vezes campeão estadual,
Paulo Rocha; o lutador Alessandro de Jesus, que tem deficiência visual; o professor Roberto Cardia e o atleta Danilo Malafaia.
Eles dão uma verdadeira aula de Taekwondo."
Fonte: http://www.tvbrasil.org.br/programaespecial/
15/02/2010 - Entrevista com Roberto Cardia, por José Augusto Maciel Torres. Clique aqui.
29/01/2010 - Cardia visita Diadema
O autor Roberto Cardia esteve em Diadema, São Paulo.Visitou Academia Lira Tae Kwon-Do Clube nos dias 26 a 28 de janeiro e realizou uma doação de dez livros para o projeto de inclusão social para deficientes intelectuais no Taekwondo.
Video
25/01/2010 – Conceitos de Deficiência Arquivo
25/01/2010 – O Deficiente e a Lei Arquivo
25/01/2010 – Conceituando Baixa VisãoArquivo
21/01/2010 – Relatório de 2009 da Diretoria de Taekwondo Adaptado da FTKDERJ
Arquivo
20-21/01/2010 - Roberto Cardia esteve na Academia Delfim palestrando sobre o Taekwondo Adaptado, no I Curso Estadual de Instrutores de Taekwondo. Segue o arquivo em pdf do curso. Arquivo pdf

07/12/2009 – Vídeo Produzido pela Equipe de Taekwondo Olímpica sobre Alessandro de Jesus
http://video.tiscali.it/canali/truveo/2311589681.html
07/10/2009 – O para-atleta Alessandro de Jesus aplicando a tecnica Dubal...
27/09/2009 - Aconteceu: 5º Desafio Cegos X Videntes
O dia 27 de setembro foi diferente para muitos espectadores que estavam na Copa Irmãos Felix, ocasião onde presenciaram uma luta singular, um combate entre um cego e um vidente. Esta competição vem sendo bem aceita por muitos, seja competitiva, inclusiva ou demonstrativa. Um combate incentivador para os ditos "normais".
Thiago Apulchro, vidente e faixa azul foi quem lutou vendado contra Alessandro de Jesus, um cego que pratica Taekwondo no Instituto Benjamin Constant. Thiago demonstrou respeito e amizade antes, durante e depois do combate, relatando um momento novo na sua jornada competitiva, além da satisfação de participar e contribuir para o desenvolvimento do Taekwondo Adaptado. Alessandro, por sua vez, disse estar feliz por ter competido mais uma vez e ter a oportunidade de conhecer novos atletas no meio marcial.
Após a demarcação da área de combate e algumas instruções para os atletas, a luta foi iniciada. Foram dois rounds de um minuto e quinze segundos. No primeiro as boas trocas de chutes e a procura de ambos os lados na tentativa de pontuar foram evidentes. Aos trinta segundos Alessandro encaixa um bom tuit chagi, mas não foi computado, perdeu o equilíbrio e caiu. Porém, teve a chance de acertar um bandal de direita, recuar e encaixar mais dois: um dubal. Não houve potência, mas foi técnico, terminando o round em 1X0 para o cego. No segundo round Thiago entrou com mais ação, onde, por algumas vezes, quase pontuou com seus rápidos bandais. Alessandro também entrou melhor e conseguiu rodear seu adversário por várias vezes, sempre de frente para o seu adversário.
Um atleta cego, na maioria das vezes, consegue localizar-se melhor em quadra, pois seu sentido auditivo é mais explorado, principalmente quando a cegueira é de infância. É desta forma que os para-atletas conseguem perceber – por meio de guizos ou movimentos –, a presença de um vidente.
A luta terminou 1X0 para Alessandro. Como o desafio tem em sua regra duas lutas seguidas com o mesmo oponente, em breve o último combate ente estes dois atletas acontecerá. O intuito competitivo é aprimorar nossas técnicas, mas o principal é a amizade e a aproximação de todos os envolvidos no meio para-desportivo.
Veja a filmagem desta luta no link "vídeos".
28/09/2009 - Festival no IBC
No dia 20 de outubro o grupo de Taekwondo se apresentará em uma demonstração no próprio instituto. Os treinos já começaram e a apresentação será no teatro da entidade. Outras modalidades marciais também serão apresentadas durante a semana. Será um grande festival durante onde muitos alunos estarão participando e promovendo a atividade que participa.
27/09/2009 - A federação agradece
A federação agradece todos os envolvidos no 5º Desafio Cegos X Videntes, realizado na Copa Irmãos Felix no dia 27/09/2009.
Alexandre Felix: Organizador do evento
Thiago Apulchro: Competidor
Jorge Vital: Árbitro central
Jorge Cruz: Árbitro lateral
Fernando Uchoa: Árbitro lateral
Adriano Silva: Árbitro lateral
Elivaldo Paiva: Árbitro lateral
23/09/2009 - 5º Desafio Cegos X Videntes
No dia 27 setembro acontecerá a luta entre o cego Alessandro de Jesus (faixa verde) e o vidente Thiago Apulchro (faixa vermelha), que estará vendado. A luta será realizada na Copa Irmãos Félix, Vila Olímpica Oscar Shmidt de Santa Cruz, Rio de Janeiro. O horário não foi definido, mas possivelmente será a primeira luta do campeonato.
22/09/2009 - Compra de Materiais
Utilizado o valor de $40,00 para compra de uma bengala de cego. A intenção é viabilizar os treinos de defesa pessoal com bengala, pois muitos alunos não levam a sua para sala de aula. O uso da bengala é utilizado contra um agressor vidente, mas quando há utilização de duas bengalas ao mesmo tempo consiste na defesa pessoal de cego x cego, ou seja, sebom kiorugy adaptado.
Atualmente o nosso caixa tem o valor aproximado de $60,00.
15/05/2009 - Chegada de materiais no Instituto Benjamin Constant
O grupo de Taekwondo do Instituto Benjamin Constant recebeu da entidade artigos esportivos da modalidade. Foram tatames, doboks, protetor de seio e protetores de tórax que servirão para dar continuidade ao projeto que é desenvolvido às terças e quintas na Urca.
Infelizmente alguns erros aconteceram. A empresa solicitada enviou todos os protetores de tórax na cor preta, faltaram também algumas placas de tatame que formaria a área de combate. Entretanto, estes protetores poderão servir nos dias de treino durante a semana, mas não em competições.
15/04/2009 - Depósito em Conta
No dia 15 de abril o projeto Taekwondo para Cegos recebeu $100,00 (cem reais) do site www.taekwondosp.com.br.
Nossos agradecimentos ao Mestre Carlos Mariano que viabilizou este processo.
10/09/2009 - Reforma do Site
Para atender melhor os navegantes e direcioná-los com maior facilidade, dividimos
o site em três partes: divulgação do livro de Taekwondo e as duas coordenações que o autor
participa dentro da diretoria da Federação de Taekwondo do Estado do Rio de Janeiro
(Taekwondo Adaptado e Artes e Cultura). Porém, dois links foram acrescentados na página
principal como importantes: trabalhos científicos e venda de materiais usados.
10/02/2009 - Relatório de 2008 da Coordenação de Desenvolvimento de Taekwondo Adaptado
17/11/2008 - III Desafio Cegos X Videntes
No dia 17 de novembro foi realizado o III Desafio Cegos X Videntes em paralelo a 1° Copa SESC, no Rio de Janeiro/São Gonçalo. Novamente esteve presente o para-atleta Alessandro de Jesus, cego, faixa verde, que há muito vem treinando e obtendo melhorias significativas no setor técnico competitivo. Seu adversário foi um excepcional atleta do Centro de Artes Marciais Highway One, aluno do diretor desta entidade, Ms. Ricardo Andrade.
O atleta Paulo Renato, faixa-preta, que estava presente no dia para participar da competição tradicional de videntes, aceitou o convite de participação e proporcionou muita dificuldade de combate para o Alessandro.
O primeiro round terminou 2x1 para Paulo; o segundo terminou empatado passando para o golden point, vencendo o primeiro que pontuar. A vitória foi concedida para Alessandro de Jesus com um bandal chagi, um chute semi-circular na área de proteção das costas. Porém, sua pontuação havia sido computada para o atleta da Highway One, permanecendo o vidente temporariamente com o título de vencedor.
Três árbitros laterais auxiliaram a luta. Os dois primeiros consultados, após a pseudo-perda de Alessandro, relataram ter dado o ponto ao para-atleta do Instituto Benjamim Constant, desta forma descobrimos que foi um simples "problema de dedo". Tal acontecimento pode ser normal dentro do Taekwondo, já que somos humanos e passíveis de erro. Concluímos que mesmo no campo do esporte adaptado existe a possibilidade de encontrarmos as mesmas dificuldades do cenário desportivo tradicional para videntes. Faz parte!
A luta foi ligeiramente forte, com muitos kihaps (gritos), tentativas rápidas de pontuação e cuidados de ambas as partes. Quem presenciou pode perceber notoriamente o respeito mútuo entre os participantes. Alguns chutes passaram raspando pelas duas cabeças, mas mesmo que houvesse o acerto não seriam computados, pois são proibidos para manter a integridade de um estilo que continua em desenvolvimento.
No I Desafio Cegos X Videntes houve um fato interessante que se repetiu neste evento, o árbitro central levou um bandal chagi em seu abdome, muito bem encaixado pelo cego. Um momento ápice onde a platéia agitou-se feliz com o acontecimento, alguns ainda disseram que o ponto deveria ser computado e outros que deveria abrir contagem para o árbitro central. Foram pequenas anedotas que descontraíram o público presente naquela ocasião.
Houve também, no início do campeonato, a participação de quatro para-atletas na categoria poomsae (formas, katas): Letícia, Carol, Bruno e Elias, todos conquistaram o seu espaço no campeonato. Saíram-se muito bem, demonstraram confiança e seriedade no que fazem, sem pensar na "insignificante" ausência de visão. Na verdade, as competições têm promovido a participação contínua de para-atletas cegos e aqueles com baixa visão no Estado do Rio de Janeiro. São jovens íntegros e bem respeitados por diversos ícones do Taekwondo que sempre os cumprimentam e desejam Boa Sorte nos eventos, aconselhando-os a seguirem nos treinamentos.
Ao final do desafio, foi firmado um novo convite ao brilhante atleta Paulo Renato, farão uma nova e última luta revanche, pois é assim que configura a norma deste desafio.
Fica o agradecimento aos contribuintes que fizeram e fazem parte do desenvolvimento do Taekwondo Adaptado, os quais são partes da engrenagem que sustenta a fomentação de um novo formato competitivo e a permanência destes para-atletas no campo para-desportivo.
15/09/2008 - Luta de cego no taekwondo agita o Maracanãzinho
O Campeonato Brasileiro de Taekwondo, realizado neste fim de semana no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de janeiro, teve uma competição à parte: o desafio entre cegos e videntes.
O professor Roberto Cardia, de 38 anos, dá aula de taekwondo no Instituto Benjamin Constant, na Urca, para pessoas cegas e com deficiência visual.
Neste campo desde 2002, mas trabalhando em diversos projetos, Roberto contou que a idéia de ajudar estas pessoas foi para ampliar sua didática.
- Na vontade de melhorar minha didática para o mercado profissional, resolvi encarar alguns desafios. Comecei a dar aulas de taekwondo para idosos e pessoas com outras deficiências - falou Cardia.
Este foi o segundo desafio entre um cego e um vidente, e novamente Alessandro Nascimento venceu Ivan Freitas, que compete com uma faixa no rosto impossibilitando a sua visão.
O atleta de 21 anos, que pratica taekwondo desde 15, sonha com vôos mais altos para o esporte.
- Tenho uma expectativa muito grande para o desenvolvimento do esporte. Penso até em um dia em entrar na paraolimpíada. Procuro incentivar o máximo de pessoas que posso para o crescimento do taekwondo para os cegos - disse Nascimento.
O treinador Roberto Cardia, também pensa em grandes desenvolvimentos para a prática do taekwondo entre os cegos.
- A minha intenção é conseguir estruturar competições regionais para os cegos e os deficientes visuais. Como consequência dos torneios regionais, penso que podemos chegar a ter um nacional, reunindo todos os atletas - finalizou Roberto.
Um dos momentos emocionantes do campeonato foi quando a medalhista olímpica Natália Falavigna foi conversar com Alessandro Nascimento. O rapaz disse ser fã da taekwondista que, emocionada, respondeu com muitos abraços e palavras de incentivo.
26/08/2008 - Precisa-se de Profissionais no Rio de Janeiro
Precisa-se de profissionais que queiram atuar junto com uma turma de cegos. O trabalho tem horário flexível, mas ainda não é remunerado. Cursos também são realizados. Entrem em contato pelo e-mail robertocardia@ig.com.br
26/08/2008 - II Desafio Cegos X Videntes
Paralelamente ao Campeonato Brasileiro Adulto de Taekwondo, será realizada uma luta entre o cego Alessandro de Assis e o vidente (pessoa que enxerga) Ivan Frietas, na verdade esta disputa será uma revanche em que Ivan perdeu no IV Open de São Gonçalo - RJ. O placar da disputa entre eles foi de 6X1 e o combate será no dia 31 de agosto de 2008.
26/08/2008 - Taekwondo para Cegos - I Desafio Cegos X Videntes
No dia 08 de junho Alessandro de Assis, 6 gub, CEGO, competiu no IV Open de São Gonçalo -- RJ, vencendo por 6 x 1. Sua atuação foi brilhante e encantou a todos os envolvidos, a cada pontuação a platéia vibrava, torcendo sempre a seu favor. Seu adversário foi o atleta Ivan Freire, 8 gub, um "vidente" (pessoa que enxerga) que lutou vendado contra este para-atleta no I DESAFIO CEGOS X VIDENTES. Ivan saiu-se muito bem para a sua primeira vez e foi muito elogiado no final do Kyorugi. Foram dois rouds de um minuto e trinta segundos por um minuto de descanso. Conta que foi interessante ter aceitado este confronto vendado e muito positivo para o seu aprendizado dentro da Arte Marcial, relatou também que já está pronto para um novo combate. Uma nova chance!
O vídeo está disponível na internet, basta escrever no youtube "Taekwondo para cegos" ou http://www.youtube.com/results?search_query=taekwondo+cegos&search_type=
Não obstante, a Coordenação de Desenvolvimento de Taekwondo Adaptado, através do Coordenador Roberto Cardia, aproveita para agradecer a participação de todos os envolvidos pelo apoio e dedicação, pois o envolvimento de cada um faz com que muitos para-atletas possam ter a oportunidade de inclusão no contexto para-desportivo.
Maiores informações: robertocardia@ig.com.br
26/08/2008 - Cegos Treinam o Taekwondo
No Rio de Janeiro, mais especificamente no Instituto Benjamin Constant (URCA), um trabalho está sendo realizado para que em um futuro próximo possamos realizar um Campeonato Brasileiro de Taekwondo para Cegos, paralelamente em nossas competições. Roberto Cardia, o autor deste projeto, conseguiu implantar o sistema no seu estado em 2002 e modificou parte das regras para viabilizar os kyorugis, sendo o responsável no seu estado atualmente. Cardia atua na Federação do Rio de Janeiro como "Coordenador de Desenvolvimento de Taekwondo Adaptado", contribuindo também na fomentação de outras deficiências, já que também atuou durante 4 anos em um outro projeto social para portadores de necessidades especiais. Não obstante, a Confederação Brasileira de Taekwondo também apóia o seu trabalho e o incentiva cada vez mais, uma iniciativa que está dando certo. Para todos os Taekwondistas envolvidos é um grande ganho e para a nossa classe é uma oportunidade singular em demonstrar que nosso esporte vai além de nossas quadras de combate, conseguindo atingir a inclusão social destes para-atletas.
Cardia diz que esteve em Minas Gerais, no Instituto São Rafael e é bem provável que sejam ministradas aulas de Taekwondo para cegos, sua presença na entidade e o apoio da federação local foi positiva. Acredita também que em suas viagens haverá tempo de realizar outras visitas.
Em seu apelo, esta nota está sendo colocada para que um cadastro seja ampliado, não só no Rio de Janeiro, mas em todo Brasil, pois é bem conhecido por sua atuação na área da deficiência e como autor do livro "Taekwondo, Arte Marcial e Cultura Coreana". Seu pedido é para que profissionais que desenvolvem algum tipo de trabalho parecido ou que desejam trabalhar nesta área, assim como praticantes que treinam o Taekwondo Adaptado entrem em contato com ele (robertocardia@ig.com.br - (21) 32344066 / 88673575). A intenção, como descrita anteriormente, é a adaptação do nosso esporte para estes para-atletas, tendo como resultado final competições paralelas com as vigentes em nosso país.
Para quem tiver curiosidade imediata existe um vídeo no "Google Vídeo" nomeado de "Taekwondo para Cegos".
07/07/08 - Inscrições no Taekwondo
Neste mês abriu vagas para a turma de Taekwondo no Instituto Benjamin Constant. A finalidade é aumentar o quadro de alunos,
viabilizar apresentações em paralelo às competições tradicionais de videntes, assim como auxiliar na educação e formação do caráter.